{"id":167,"date":"2021-11-03T16:10:09","date_gmt":"2021-11-03T19:10:09","guid":{"rendered":"https:\/\/devsweb.com.br\/rem_wp\/mulheres-do-campo-superam-preconceitos-e-quebram-paradigmas-em-mato-grosso\/"},"modified":"2025-12-10T11:15:10","modified_gmt":"2025-12-10T14:15:10","slug":"mulheres-do-campo-superam-preconceitos-e-quebram-paradigmas-em-mato-grosso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/en\/noticias\/mulheres-do-campo-superam-preconceitos-e-quebram-paradigmas-em-mato-grosso\/","title":{"rendered":"Mulheres do campo superam preconceitos e quebram paradigmas em Mato Grosso"},"content":{"rendered":"<p><b><i>Por Marcio Camilo<\/i><\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No campo, elas representam mais de 40% da m\u00e3o de obra agr\u00edcola nos pa\u00edses em desenvolvimento, de acordo com os dados da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT). N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que, cada vez mais, elas ocupam cargos estrat\u00e9gicos na agricultura familiar, na pecu\u00e1ria e no extrativismo. Por isso, em homenagem ao Dia Internacional Internacional da Mulher Rural, que \u00e9 comemorado nesta sexta-feira (15.09), o Programa REM Mato Grosso [Redu\u00e7\u00e3o das Emiss\u00f5es de Gases Estufa por Desmatamento, do ingl\u00eas, REDD para Pioneiros] traz dois exemplos que ilustram muito bem essa representatividade feminina na zona rural mato-grossense, em postos historicamente ocupados por homens.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 o caso de Veridiana Vieira, 40 anos, que \u00e9 presidenta de uma associa\u00e7\u00e3o nacionalmente conhecida pela venda de castanhas do Brasil e de Rochelle Beltramin, 39, que se tornou uma fazendeira de sucesso no ramo da pecu\u00e1ria de corte.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Um esp\u00edrito inquieto<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Desde muito jovem, Veridiana sempre foi inconformada com as condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias em que se encontravam muitos agricultores e agricultoras familiares na pequena cidade de Cotrigua\u00e7u, regi\u00e3o amaz\u00f4nica ao Noroeste de Mato Grosso, a 952 quil\u00f4metros da capital Cuiab\u00e1.<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">Da inf\u00e2ncia, lembra do pai percorrendo dist\u00e2ncias de 20 quil\u00f4metros do s\u00edtio at\u00e9 a cidade para entregar frutas e hortali\u00e7as. \u201cEra uma vida muito sofrida. Pensava comigo: por que a agricultura familiar n\u00e3o consegue ter melhores condi\u00e7\u00f5es? Por que a gente n\u00e3o consegue gerar uma boa renda?\u201d, questionava-se.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa inquietude sempre acompanhou Veridiana e foi muito importante para a funda\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o de Coletores e Coletoras de Castanha do Brasil do PA Juruena (ACCPAJ). Se hoje a associa\u00e7\u00e3o \u00e9 refer\u00eancia em extrativismo florestal n\u00e3o madeireiro no Brasil, com potencial de produ\u00e7\u00e3o de mais de 280 mil quilos de castanha, muito se deve ao pioneirismo de Veridiana, que foi a primeira coletora da ACCPAJ.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Hoje o caminho est\u00e1 aberto. Muitas mulheres s\u00e3o coletoras ou comp\u00f5em a diretoria da associa\u00e7\u00e3o. Mas nem sempre foi assim: \u201cos coletores diziam que as mulheres no mato s\u00f3 iriam atrapalhar a coleta. Com muita insist\u00eancia e di\u00e1logo, n\u00f3s provamos o contr\u00e1rio, que com o casal na floresta a produ\u00e7\u00e3o rende muito mais. Que as mulheres s\u00e3o aplicadas,\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">disciplinadas e podem ser excelentes coletoras, tanto quanto os homens\u201d, conta.<\/span><\/p>\n<figure class=\"pull-center\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"images\/Captura_de_Tela_2021-10-28_as_155340.png\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"461\" \/><figcaption>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Veridiana Vieira, presidenta da ACCPAJ. Cr\u00e9dito: ICV<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cMuitas mulheres aprenderam o of\u00edcio e hoje adentram na floresta amaz\u00f4nica para coletar as castanhas, que caem do p\u00e9 e ficam espalhadas pela mata.\u00a0 As am\u00eandoas est\u00e3o protegidas por uma casca muito dura, que a gente chama de ouri\u00e7o. Para acess\u00e1-las \u00e9 preciso romper essa prote\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, n\u00f3s utilizamos fac\u00f5es para quebrar o ouri\u00e7o, e s\u00f3 assim, finalmente coletar as castanhas. \u00c9 um trabalho pesado, que envolve for\u00e7a bra\u00e7al, mas tamb\u00e9m muita t\u00e9cnica. Ao longo dos \u00faltimos anos, mostramos que somos muito boas nisso\u201d, garante.<\/span><b><br \/><\/b><\/p>\n<p><b>Caso de sucesso<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Veridiana sempre esteve \u00e0 frente no processo de constitui\u00e7\u00e3o da ACCPAJ. Em 2006, ela j\u00e1 fazia parte do grupo de 8 pessoas que um dia ousou em fazer extrativismo sustent\u00e1vel em uma das regi\u00f5es da Amaz\u00f4nia que mais sofre press\u00e3o por desmatamento.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A associa\u00e7\u00e3o foi formalizada em 2012 e o pequeno grupo se transformou em 39 fam\u00edlias, que hoje fazem a coleta das am\u00eandoas no interior das fazendas parceiras da ACCPAJ. As castanhas s\u00e3o colhidas de maneira individual, por cada fam\u00edlia, e encaminhadas para o barrac\u00e3o de beneficiamento da associa\u00e7\u00e3o. J\u00e1 a venda do produto \u00e9 coletiva, por meio de leil\u00f5es, cujas remessas variam de 60 mil a 80 mil quilos de castanha. \u00c9 um evento que sempre gera grandes expectativas nos compradores nacionais e at\u00e9 do exterior.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Financiamento<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para coroar o trabalho, no ano passado \u00e0s coletoras e coletores do Juruena tiveram seu primeiro projeto de financiamento de produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel aprovado, enquanto associa\u00e7\u00e3o constitu\u00edda. Trata-se do projeto \u2018Cutiando &#8211; castanha e sustentabilidade na regi\u00e3o noroeste de\u00a0 Mato Grosso\u2019, aprovado por meio do edital de chamadas do Programa REM MT.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"images\/Captura_de_Tela_2021-10-28_as_155351.png\" alt=\"\" width=\"798\" height=\"496\" \/><figcaption>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Veridiana comanda o trabalho dos coletores em busca das castanhas pela floresta amaz\u00f4nica. Cr\u00e9dito: ICV<\/figcaption><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Cutiando \u00e9 financiado pelo REM com objetivo de fortalecer ainda mais a associa\u00e7\u00e3o com a compra de uma s\u00e9rie de m\u00e1quinas &#8211; a exemplo da autoclave, secadores e peneir\u00e3o para a pr\u00e9-limpeza das am\u00eandoas &#8211; que ir\u00e3o agregar ainda mais valor ao produto da ACCPAJ.\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O projeto ajudar\u00e1 no aumento exponencial do valor do quilo da castanha, que atualmente \u00e9 comercializado entre 6 e 8 reais pela associa\u00e7\u00e3o. Com o produto industrializado pelos pr\u00f3prios coletores e coletoras, a am\u00eandoa ser\u00e1 comercializada na faixa dos 30 a 50 reais o quilo. Em algumas situa\u00e7\u00f5es, dependendo da safra, esse valor pode chegar a 150 reais. \u201cEssa \u00e9 uma das grandes realiza\u00e7\u00f5es da associa\u00e7\u00e3o. Com esse projeto, iremos potencializar e agregar valor ao nosso produto\u201d, comemora Veridiana.<\/span><\/p>\n<p><b>Refer\u00eancia na pecu\u00e1ria de corte<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outro caso de quebra de paradigmas \u00e9 de Rochelle Verlaine Beltramin, que possui tr\u00eas propriedades rurais de pecu\u00e1ria de corte no munic\u00edpio de Novo Bandeirantes, no extremo Norte de Mato Grosso, a quase mil quil\u00f4metros da capital Cuiab\u00e1.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Hoje ela \u00e9 uma produtora admirada e que se tornou refer\u00eancia na regi\u00e3o. Mas, no passado, j\u00e1 enfrentou muita resist\u00eancia e preconceito de outros fazendeiros que achavam que cria\u00e7\u00e3o de gado n\u00e3o era coisa de mulher. Muitos desses que a criticaram no in\u00edcio, hoje s\u00e3o admiradores de seu trabalho.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cTive dificuldades para comprar os im\u00f3veis, pois quando os fazendeiros se deparavam com uma mulher na negocia\u00e7\u00e3o, alguns desistiam da venda ou cobravam pre\u00e7os mais altos\u201d, recorda.<\/span><\/p>\n<figure class=\"pull-center\"><img decoding=\"async\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"images\/Captura_de_Tela_2021-10-28_as_155358.png\" alt=\"\" width=\"769\" height=\"558\" \/><figcaption>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Fazendeira Rochelle Beltramin, refer\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o de pecu\u00e1ria de corte no Portal da Amaz\u00f4nia. (Cr\u00e9dito: Arquivo pessoal)<\/figcaption><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fazendeira Rochelle Beltramin, refer\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o de pecu\u00e1ria de corte no Portal da Amaz\u00f4nia. Cr\u00e9dito: Arquivo pessoal<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nos eventos agropecu\u00e1rios, tamb\u00e9m costumava ser questionada pelos homens porqu\u00ea estava ali: \u201cPerguntavam se eu era mulher de fazendeiro ou se tinha herdado a propriedade de meu pai. Por muitas vezes respondi que n\u00e3o, que fui eu mesma quem comprei as propriedades. Eu sou a dona do neg\u00f3cio\u201d, respondia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em meados dos anos 2000, quando Rochelle decidiu comprar as fazendas, ela tinha acabado de ser m\u00e3e e negociava os im\u00f3veis entre uma amamenta\u00e7\u00e3o e outra. \u201cEu terminava de visitar uma propriedade e corria para casa para dar de mamar ao meu beb\u00ea. Depois, eu seguia para visitar outra propriedade e assim suscessivamente\u201d, relata.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tanto trabalho valeu a pena. Ela conseguiu comprar a \u00faltima das tr\u00eas fazendas em 2014, e desde ent\u00e3o n\u00e3o parou mais, sempre pensando em novas solu\u00e7\u00f5es e alternativas para que o neg\u00f3cio prospere ainda mais. \u201c\u00c9 claro que antes de tomar uma decis\u00e3o final procuro ouvir especialistas de cada setor. N\u00e3o tenho essa de querer resolver as coisas de maneira isolada ou centralizada. Acredito que quanto mais gente participando desse processo melhor\u201d, explica Rochelle, que \u00e9 respons\u00e1vel por toda a parte administrativa das fazendas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Hoje, entretanto, ela acredita que alguns preconceitos est\u00e3o sendo superados.\u201c Sinto que os produtores j\u00e1 me tratam com muito mais respeito, pois, a partir do momento que voc\u00ea come\u00e7a a dialogar e mostrar que entende do assunto, as diferen\u00e7as v\u00e3o sumindo, e fica algo mais natural. J\u00e1 n\u00e3o se trata de homem e mulher, mas de duas pessoas da \u00e1rea discutindo em p\u00e9 de igualdade sobre os assuntos do campo\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para a fazendeira, quanto mais mulheres protagonistas no campo, melhor para a pecu\u00e1ria. \u201cN\u00f3s somos cuidadosas com as coisas que fazemos. Somos detalhistas e dedicadas. O setor s\u00f3 tem a ganhar com a nossa participa\u00e7\u00e3o cada vez mais efetiva nesses espa\u00e7os de poder e tomadas de decis\u00e3o\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p><b>Fazendas sustent\u00e1veis<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As propriedades de Rochelle est\u00e3o inseridas no projeto Conect@gro: conectando conhecimento e boas pr\u00e1ticas, do Instituto Centro de Vida (ICV). A iniciativa faz parte do rol de\u00a0 projetos financiados pelo REM MT e trabalha com a quest\u00e3o da sustentabilidade em 15 fazendas voltadas para a produ\u00e7\u00e3o de pecu\u00e1ria de corte. Os im\u00f3veis s\u00e3o de pequeno e m\u00e9dio porte, entre 300 a 1.500 hectares, e est\u00e3o localizados na regi\u00e3o Norte de Mato Grosso (Portal da Amaz\u00f4nia), em cidades como Alta Floresta, Col\u00edder, Parana\u00edta e Carlinda.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No Conect@gro o trabalho \u00e9 focado na gest\u00e3o das propriedades nos aspectos econ\u00f4mico, social e ambiental. O objetivo \u00e9 produzir com qualidade, gerar lucro, sem a necessidade de degradar novas \u00e1reas para abertura de pastos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Veja o v\u00eddeo com depoimentos das duas:<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Marcio Camilo No campo, elas representam mais de 40% da m\u00e3o de obra agr\u00edcola nos pa\u00edses em desenvolvimento, de acordo com os dados da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT). 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