{"id":494,"date":"2023-02-13T12:19:39","date_gmt":"2023-02-13T15:19:39","guid":{"rendered":"https:\/\/devsweb.com.br\/rem_wp\/conheca-8-povos-tradicionais-que-vivem-em-mato-grosso\/"},"modified":"2025-12-10T11:48:53","modified_gmt":"2025-12-10T14:48:53","slug":"conheca-8-povos-tradicionais-que-vivem-em-mato-grosso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/en\/noticias\/conheca-8-povos-tradicionais-que-vivem-em-mato-grosso\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a 8 povos tradicionais que vivem em Mato Grosso"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 18pt;\"><span style=\"font-size: 36pt;\"><strong>M<\/strong><\/span>ato Grosso possui 3,2 milh\u00f5es de habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) de 2021. Deste total, 238 comunidades s\u00e3o formadas por povos tradicionais que vivem no estado, de acordo com mapeamento do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF). S\u00e3o povos que aliam harmoniosamente a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola com o local onde vivem, ajudando a manter a floresta em p\u00e9.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">De acordo com a Pol\u00edtica Nacional de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel dos Povos e Comunidades Tradicionais (PNPCT), os Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) s\u00e3o definidos como: <\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">\u201cgrupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas pr\u00f3prias de organiza\u00e7\u00e3o social, que ocupam e usam os territ\u00f3rios e recursos naturais como condi\u00e7\u00e3o para sua reprodu\u00e7\u00e3o cultural, social, religiosa, ancestral e econ\u00f4mica, utilizando conhecimentos, inova\u00e7\u00f5es e pr\u00e1ticas geradas e transmitidas pela tradi\u00e7\u00e3o\u201d.<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">Essas comunidades fazem uso dos recursos naturais, n\u00e3o apenas para seu sustento, mas tamb\u00e9m para reprodu\u00e7\u00e3o cultural, social e religiosa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">Entre os PCTs de Mato Grosso, est\u00e3o os povos ind\u00edgenas, os quilombolas, as comunidades tradicionais de matriz africana ou de terreiro, os extrativistas, os ribeirinhos, os pantaneiros e outros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">O governo de Mato Grosso, por meio do <a href=\"index.php\/pt\/\">Programa REM MT<\/a>, apoia projetos que trabalham com os povos tradicionais reconhecidos em Mato Grosso. As informa\u00e7\u00f5es desta mat\u00e9ria foram retiradas do livro \u201cDiagn\u00f3stico de povos e comunidades tradicionais em Mato Grosso\u201d, publicado em 2021, a partir de estudo realizado pelo IPAM, em parceria t\u00e9cnica e financeira com a Deutsche Gesellschaft f\u00fcr Internationale Zusammenarbeit (GIZ).<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 18pt;\"><b>Confira 8 povos tradicionais mato-grossenses:<\/b><\/span><\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol>\n<li><span style=\"font-size: 18pt;\"><b> \u00a0 \u00a0 \u00a0 <\/b><b>Quilombolas<\/b><\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">O termo \u201cquilombo\u201d \u00e9 origin\u00e1rio da etimologia banto, que significa \u201cguerreiro da floresta\u201d. Esse termo era usado pelos portugueses para designar as povoa\u00e7\u00f5es constru\u00eddas pelas pessoas escravizadas que fugiam. Atualmente, as comunidades s\u00e3o conhecidas pelas fortes rela\u00e7\u00f5es de parentesco, v\u00ednculos de solidariedade, vizinhan\u00e7a e religiosidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 18pt;\"><b><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-485\" src=\"https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_5-13e.png\" alt=\"\" width=\"999\" height=\"562\" srcset=\"https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_5-13e.png 800w, https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_5-13e-300x169.png 300w, https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_5-13e-768x432.png 768w\" sizes=\"(max-width: 999px) 100vw, 999px\" \/><br \/><\/b><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Foto: Laura Ferreira\/ Projeto Muxirum Quilombola<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">Ainda hoje, quilombolas e remanescentes precisam continuar lutando pela conquista e reconhecimento legal das terras ocupadas e cultivadas para sua moradia e sustento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">Ao todo, 27 munic\u00edpios de Mato Grosso possuem registro de comunidades quilombolas, entre certificadas e em processo de identifica\u00e7\u00e3o e titula\u00e7\u00e3o no INCRA. Pocon\u00e9 \u00e9 a cidade que lidera com mais quilombolas, contando com 28 comunidades certificadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">A produ\u00e7\u00e3o agroextrativista dos quilombolas \u00e9 bastante diversificada e essencialmente voltada para consumo pr\u00f3prio. Eles produzem para seu sustento e vendem o excedente, fazendo o manejo rotativo e contribuindo para a manuten\u00e7\u00e3o da floresta em p\u00e9.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">Os principais produtos produzidos por eles s\u00e3o a mandioca, banana, animais pequenos e cana de a\u00e7\u00facar. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m costumam produzir derivados, como farinhas, doces, conservas e outros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">Quilombolas dos munic\u00edpios de Nossa Senhora do Livramento, Pocon\u00e9, Barra do Bugres e C\u00e1ceres recebem apoio do Programa REM MT, por meio do projeto \u201cMuxirum Quilombola\u201d. Eles produzem cumbaru, pequi, bocaiuva e baba\u00e7u.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><span style=\"font-size: 18pt;\"><b> \u00a0 \u00a0 \u00a0 <\/b><b>Retireiros e retireiras do Araguaia<\/b><\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">Os retireiros e retireiras s\u00e3o conhecidos por viver nas \u00e1reas \u00famidas do rio Araguaia, possuindo semelhan\u00e7as com comunidades ribeirinhas. As suas produ\u00e7\u00f5es s\u00e3o voltadas exclusivamente ao ecossistema t\u00edpico da regi\u00e3o, acompanhando as cheias e secas do rio Araguaia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 10pt;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-486\" src=\"https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_6-544.png\" alt=\"\" width=\"1004\" height=\"669\" srcset=\"https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_6-544.png 1600w, https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_6-544-300x200.png 300w, https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_6-544-1024x682.png 1024w, https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_6-544-768x512.png 768w, https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_6-544-1536x1023.png 1536w\" sizes=\"(max-width: 1004px) 100vw, 1004px\" \/><\/p>\n<p>Foto: Governo do Estado de Mato Grosso<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">O nome \u201cretireiro\u201d se relaciona tanto a pr\u00e1tica de se retirar da v\u00e1rzea junto com o gado durante o per\u00edodo chuvoso, como tamb\u00e9m as habita\u00e7\u00f5es em que vivem na v\u00e1rzea, que \u00e9 uma casa simples coberta de palha, com curral, cisterna e piquete.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">Em Mato Grosso, essas comunidades se concentram em Luciara e Santa Terezinha, contudo, h\u00e1 relatos de fam\u00edlias retireiras em S\u00e3o F\u00e9lix do Araguaia e Novo Santo Ant\u00f4nio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">A principal atividade produtiva das comunidades retireiras \u00e9 a pecu\u00e1ria de corte e cria\u00e7\u00e3o de bezerros, contando tamb\u00e9m com plantios e artesanato. O uso do pasto \u00e9 coletivo e os trabalhos no territ\u00f3rio s\u00e3o feitos de forma solid\u00e1ria e rec\u00edproca.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-487\" src=\"https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_2-643.jpg\" alt=\"\" width=\"1001\" height=\"667\" srcset=\"https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_2-643.jpg 1600w, https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_2-643-300x200.jpg 300w, https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_2-643-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_2-643-768x512.jpg 768w, https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_2-643-1536x1023.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1001px) 100vw, 1001px\" \/><\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Bandeira bordada \u00e0 m\u00e3o que representa os retireiros e retireiras do Araguaia (Foto: REM MT)<\/span><\/p>\n<p>\u00c0 venda do gado de corte \u00e9 feita individualmente pelas fam\u00edlias, diretamente para o mercado privado, como o a\u00e7ougue local. No entanto, as fam\u00edlias podem se juntar para vender os bezerros de forma coletiva.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><span style=\"font-size: 18pt;\"><b> \u00a0 \u00a0 \u00a0 <\/b><b>Pantaneiros<\/b><\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">Pantaneiros e pantaneiras s\u00e3o as pessoas que fazem parte das comunidades que vivem no bioma Pantanal, e que apresentam aspectos peculiares de coexist\u00eancia com a din\u00e2mica das \u00e1guas. Al\u00e9m de fazer do Pantanal a sua morada, fazem dela a sua identidade e cultura.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-488\" src=\"https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_1-239.jpg\" alt=\"\" width=\"1001\" height=\"667\" srcset=\"https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_1-239.jpg 1999w, https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_1-239-300x200.jpg 300w, https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_1-239-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_1-239-768x512.jpg 768w, https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_1-239-1536x1024.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1001px) 100vw, 1001px\" \/><\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 10pt;\">Claudia Sala de Pinho \u00e9 Bi\u00f3loga e lideran\u00e7a Pantaneira. Foto: Fernanda Fidelis\/ REM MT<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">Uma das maiores plan\u00edcies alagadas do mundo, o Pantanal se estende por Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bol\u00edvia e Paraguai.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">No territ\u00f3rio mato-grossense, o Pantanal abrange os munic\u00edpios de Bar\u00e3o de Melga\u00e7o, C\u00e1ceres, Curvel\u00e2ndia, Itiquira, Nossa Senhora do Livramento, Pocon\u00e9 e Santo Ant\u00f4nio do Leverger.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">Eles praticam atividades de pesca tradicional e artesanal, se organizando em col\u00f4nias de pescas. Tamb\u00e9m h\u00e1 registros de pecu\u00e1ria de corte e planta\u00e7\u00e3o de banana, mandioca e verduras.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><span style=\"font-size: 18pt;\"><b> \u00a0 \u00a0 \u00a0 <\/b><b>Morroquianos<\/b><\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">Morroquianos s\u00e3o agricultores familiares que vivem na Morraria, regi\u00e3o entre os arredores da Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica da Serra das Araras, em C\u00e1ceres. Tamb\u00e9m ficam entre Nossa Senhora do Livramento, Pocon\u00e9 e Porto Estrela. Esse nome se d\u00e1 por conta das diversas serras, morros, bocainas e c\u00f3rregos do lugar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-489\" src=\"https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_8-eb7.png\" alt=\"\" width=\"1002\" height=\"667\" srcset=\"https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_8-eb7.png 1600w, https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_8-eb7-300x200.png 300w, https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_8-eb7-1024x682.png 1024w, https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_8-eb7-768x512.png 768w, https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_8-eb7-1536x1023.png 1536w\" sizes=\"(max-width: 1002px) 100vw, 1002px\" \/><\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 10pt;\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Kaiardon Produ\u00e7\u00f5es<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">Os morroquianos possuem diversas percep\u00e7\u00f5es no cuidado do campo, ro\u00e7a, quintal, pasto, recursos madeireiros, \u00e1reas de uso comum e recursos naturais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">Portanto, a produ\u00e7\u00e3o das comunidades morroquianas \u00e9 bastante diversificada. Entre elas, destaca-se a \u201cchacra\u201d, muitas vezes associada a quintais e ro\u00e7as. A chacra fica pr\u00f3xima da casa do agricultor, podendo ter entre 0,43 a 2 hectares. A produ\u00e7\u00e3o \u00e9 voltada para consumo pr\u00f3prio, podendo haver eventual venda para o com\u00e9rcio como a farinha, produzida com mandioca.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">Na chacra ainda s\u00e3o cultivados: quiabo, melancia, laranja, jabuticaba, goiaba, gergelim, coco da bahia, car\u00e1, batata doce e ab\u00f3bora, milho, arroz, mandioca, feij\u00e3o, abacaxi, banana, r\u00facula, couve, cana, piment\u00e3o e pepino.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">Contam tamb\u00e9m com produ\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies nativas, como paratudo, barbatim\u00e3o, angelim e outras.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><span style=\"font-size: 18pt;\"><b> \u00a0 \u00a0 \u00a0 <\/b><b>Extrativistas (e seringueiros)<\/b><\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">O extrativismo \u00e9 a atividade de gerar bens em que os recursos naturais s\u00e3o extra\u00eddos diretamente da sua \u00e1rea de ocorr\u00eancia natural. Ou seja, fam\u00edlias e comunidades que moram na regi\u00e3o extraem os produtos, utilizando baixas tecnologias e saberes populares.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 10pt;\"><br \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-490\" src=\"https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_7-acd.jpg\" alt=\"\" width=\"999\" height=\"666\" srcset=\"https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_7-acd.jpg 1999w, https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_7-acd-300x200.jpg 300w, https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_7-acd-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_7-acd-768x512.jpg 768w, https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_7-acd-1536x1024.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 999px) 100vw, 999px\" \/><br \/>Foto: Vit\u00f3ria Lopes\/ REM MT<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">Os produtos coletados s\u00e3o frutos, plantas medicinais, madeiras, resinas, \u00f3leos, l\u00e1tex, tintura e outros. As finalidades s\u00e3o diversas, podendo ser alimentares, medicinais e mat\u00e9ria prima para confec\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">De maneira geral, s\u00e3o colhidos mel, cumbaru, bocaiuva, baba\u00e7u, pequi, mangaba, copa\u00edba, castanha do Brasil, poaia e l\u00e1tex.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">Os extrativistas est\u00e3o em 36 munic\u00edpios mato-grossenses, sem contar com a Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, localizada entre Colniza, Aripuan\u00e3 e Rondol\u00e2ndia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">A extra\u00e7\u00e3o da borracha, por sua vez, pode ser praticada em florestas naturais ou plantadas. O segmento de seringueiros \u00e9 marcado principalmente pelas pr\u00e1ticas de extra\u00e7\u00e3o do l\u00e1tex.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">Por meio do Programa REM MT, fam\u00edlias de extrativistas da Associa\u00e7\u00e3o de Coletores da Castanha-do-Brasil do Assentamento Juruena (ACCPAJ), tamb\u00e9m contam com o projeto \u201cCutiando &#8211; Castanha e Sustentabilidade na regi\u00e3o noroeste de Mato Grosso\u201d e o Pacto das \u00c1guas.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li><span style=\"font-size: 18pt;\"><b> \u00a0 \u00a0 \u00a0 <\/b><b>Ribeirinhos e pescadores artesanais<\/b><\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">Como o nome sugere, ribeirinhos vivem \u00e0 beira de rios. A atividade predominante desses povos \u00e9 a atividade pesqueira, com suporte da agricultura de v\u00e1rzea e de terra firme. Tamb\u00e9m desenvolvem economia de subsist\u00eancia, com cultivo de hortali\u00e7as, frutas, ra\u00edzes e gr\u00e3os.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-weight: 400;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-491\" src=\"https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_9-13e.jpg\" alt=\"\" width=\"999\" height=\"666\" srcset=\"https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_9-13e.jpg 1999w, https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_9-13e-300x200.jpg 300w, https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_9-13e-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_9-13e-768x512.jpg 768w, https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_9-13e-1536x1024.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 999px) 100vw, 999px\" \/><br \/>Lourival Motta \u00e9 <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Pescadores de C\u00e1ceres. Foto: Fernanda Fidelis\/ REM MT<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">O rio e sua din\u00e2mica fazem parte literalmente da vida dessas comunidades, integrando sua cultura e caracter\u00edsticas econ\u00f4micas. Por conta da riqueza hidrogr\u00e1fica de Mato Grosso, esses povos vivem em 70 munic\u00edpios no territ\u00f3rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">Costumam formar associa\u00e7\u00f5es e col\u00f4nias de pesca, mas tamb\u00e9m cultivam melancia, lim\u00e3o, laranja, ponc\u00e3, manga, goiaba e produtos da sociobiodiversidade, como mel, cumbaru, bocaiuva, baba\u00e7u, pequi e outros.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol start=\"7\">\n<li><span style=\"font-size: 18pt;\"><b> \u00a0 \u00a0 \u00a0 Povos de terreiro\/raizeiras\u00a0<\/b><\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">Povos de terreiros formam comunidades de raizeiros, parteiras, umbandistas e candomblecistas. A base da religi\u00e3o \u00e9 a manuten\u00e7\u00e3o da floresta em p\u00e9 e da biodiversidade, j\u00e1 que nenhuma das atividades culturais e religiosas \u00e9 desenvolvida sem usar folhas e ervas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 10pt;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-492\" src=\"https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_3-9ca.png\" alt=\"\" width=\"1020\" height=\"576\" srcset=\"https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_3-9ca.png 1024w, https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_3-9ca-300x169.png 300w, https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_3-9ca-768x434.png 768w\" sizes=\"(max-width: 1020px) 100vw, 1020px\" \/><br \/>Maria Divina Cabral \u00e9 raizeira e benzedeira cigana e teve sua hist\u00f3ria contada por uma webs\u00e9rie. Foto: Karen Ferreira<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">As casas de terreiros s\u00e3o respons\u00e1veis por muitas atividades sociais nas comunidades, como atendimento \u00e0 sa\u00fade, oficinas de reciclagens e doa\u00e7\u00f5es de mudas. Atuam tamb\u00e9m na manuten\u00e7\u00e3o da cultura, religi\u00e3o e saberes tradicionais, bem como a gastronomia amer\u00edndia e afro-brasileira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">Possuem pequenas hortas e viveiros para produzir mudas de plantas nativas, que servem para doa\u00e7\u00e3o ou reflorestamento. Cultivam ainda plantas sagradas para os trabalhos do terreiro e plantas medicinais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">Artesanatos como tigelas de cer\u00e2micas, atabaques e outros fazem parte da sua renda. Esses povos est\u00e3o em 19 munic\u00edpios mato-grossenses.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol start=\"8\">\n<li><span style=\"font-size: 18pt;\"><b> \u00a0 \u00a0 \u00a0 <\/b><b>Ciganos<\/b><\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">Existem v\u00e1rias comunidades entre os ciganos, com hist\u00f3rias diferentes. No entanto, todas se autodenominam andarilhas. Em Mato Grosso, s\u00e3o majoritariamente da identidade Kalon, vivendo no estado h\u00e1 mais de 100 anos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 10pt;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-493\" src=\"https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_4-eb7.jpg\" alt=\"\" width=\"1013\" height=\"675\" srcset=\"https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_4-eb7.jpg 1999w, https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_4-eb7-300x200.jpg 300w, https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_4-eb7-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_4-eb7-768x512.jpg 768w, https:\/\/rem.sema.mt.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/povos_4-eb7-1536x1024.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1013px) 100vw, 1013px\" \/><br \/>Cigano \u00e0 direita (de chap\u00e9u) durante a Oficina Povos e Comunidades Tradicionais e o Programa REM: Construindo Caminhos, em 2020. Foto: Fernanda Fidelis\/ REM MT<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">Est\u00e3o em sua maioria nos munic\u00edpios de Alto Gar\u00e7as, Cuiab\u00e1, Juscimeira, Guiratinga, Juara, Pedra Preta, Rondon\u00f3polis, S\u00e3o Jos\u00e9 do Povo, Sinop, Lucas do Rio Verde, Tangar\u00e1 da Serra e V\u00e1rzea Grande.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">O n\u00edvel de consumo dos ciganos \u00e9 baixo, visto que costumam migrar com frequ\u00eancia. O uso dos meios naturais ocorria apenas para sobreviv\u00eancia, sem desenvolvimento de degrada\u00e7\u00e3o ambiental e polui\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mato Grosso possui 3,2 milh\u00f5es de habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) de 2021. 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