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Agricultura Familiar e de Povos e Comunidades Tradicionais

Atuação
Subprograma Agricultura Familiar de Povos e Comunidades Tradicionais

Apoia os agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais por meio do fortalecimento das cadeias de valor que valorizam a floresta em pé e do incentivo a práticas agroecológicas e de baixa emissão de carbono, buscando transformação socioprodutiva e aumento da geração de renda com foco na sustentabilidade. Dentre as cadeias beneficiadas estão as do Cumbaru, Babaçu, Pequi, Castanha do Brasil, extrativismo de sementes florestais, fruticultura, palmito e apicultura, além da pecuária leiteira.

Indicadores
Resultados do Subprograma
5715

Famílias Beneficiadas

4.2 mil

Hectares sob manejo de baixo Carbono

133

Toneladas de sementes comercializadas nas redes de sementes

1.971

Planos de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) elaborados

19

Cadeias produtivas da sociobiodiversidade em operação

5

Associações e Cooperativas (organizações de base) apoiadas

47

Boas práticas difundidas pela ATER e adotadas por AFPCT

4.796

Mulheres beneficiadas diretamente

Mapa de atuação
Onde estamos

42

PROJETOS APOIADOS

R$86.9mi

VALOR TOTAL EXECUTADO

R$90.4mi

VALOR TOTAL INVESTIDO

42

PROJETOS APOIADOS

R$86.9mi

VALOR TOTAL EXECUTADO

R$90.4mi

VALOR TOTAL INVESTIDO

Detalhes do subprograma
Cadeias de Valor Apoiadas

Banana

De acordo com o IBGE, Mato Grosso produz 47 mil toneladas de banana por ano. Nisso, destacam-se os municípios de Sinop (6,5 mil ton); Tangará da Serra (5, 4 mil ton); e Peixoto de Azevedo, com 3,4 mil toneladas da fruta.

Para fortalecer essa cadeia de valor, o REM MT investiu na implantação de uma Unidade de Referência Técnica (URT) e na capacitação dos técnicos em boas práticas ambientais e difusão de novas tecnologias de produção. A estruturação da cadeia também é buscada por meio de oficinas aos agricultores e agricultoras familiares, com objetivo de capacitar os mesmos na aplicação de tecnologias para melhorar a produção, nos aspectos econômico, ambiental e social.

Sementes da Floresta

Existem quatro redes de sementes atuando em Mato Grosso: a Rede de Sementes do Xingu, Rede de Sementes do Cerrado, Rede Cerrado e Rede de Sementes Portal da Amazônia. As redes em geral envolvem indígenas, produtores rurais, agricultores familiares, pesquisadores, organizações governamentais e não governamentais, movimentos sociais, escolas e entidades da sociedade civil. Na região do Xingu, por exemplo, há 568 coletores (230 famílias). A comercialização do produto alcança mercados locais, regionais e nacional.

No estado, o REM MT busca fortalecer os elos dessa cadeia produtiva apoiando a compra de novos equipamentos, reforma das casas de sementes, incluindo a câmara fria, tanques para lavagem, embalagens para armazenamento, capacitação dos coletores, além de veículos para o transporte do produto. Vale destacar também que as sementes florestais se tornaram uma demanda crescente por parte de produtores rurais, que buscam se ajustar às leis, restaurando os passivos ambientais de suas propriedades.

 

Castanha da Amazônia

A Castanha da Amazônia é considerada uma das espécies mais importantes do extrativismo de produtos florestais não madeireiros do Brasil. Em Mato Grosso, essa cadeia de valor está concentrada nas regiões do Alto Teles Pires, Portal da Amazônia, Vale do Arinos, Vale do Guaporé, Vale do Juruena e Vale do Teles Pires. Só no Portal da Amazônia, que engloba 16 municípios, há 300 produtores da amêndoa, que a comercializam com casca, descascada in natura, doce e salgada, além de doces de castanha e outros produtos. Só na safra de 2019/2020 a coleta estimada foi de 200 toneladas, com a venda de 8.200 latas.

Nessa cadeia produtiva, o REM MT busca estruturar os seguintes elos: Insumos, produção, armazenamento e comércio. Dentro desse universo, nota-se a necessidade de investimentos em adequação sanitária, apoio na comercialização para quebrar a forte dependência de atravessadores, equipamentos de proteção para a coleta (EPI) e quebra dos ouriços.

Borracha Natural

A seringueira é uma árvore nativa da Amazônia. Mato Grosso é um dos grandes produtores de borracha natural, com 23 toneladas produzidas em 2021. No estado, a produção da Borracha está nas mãos de 528 produtores e 112 famílias, distribuídas nas regiões Médio Araguaia, Norte Araguaia, Alto Rio Paraguai, Vale do Juruena e Vale do Guaporé. A venda do produto é feita para o Governo e também ao mercado privado.

Essa cadeia produtiva, no Estado, está relativamente estruturada, embora haja grandes desafios, em especial ao pequeno produtor. Por isso, o REM MT busca apoiar situações como: capacitação em gestão-administrativo-financeira das comunidades; apoio logístico para a venda do produto; aquisição de insumos, de caminhões para transporte da produção, além da construções de barracões de beneficiamento e armazenamento da borracha, até a venda do produto.

Baru / Cumbaru

O cumbaru, também conhecido como baru, castanha-de-bugre e cumarurana, é uma espécie nativa do Cerrado e Pantanal. No Estado, seu extrativismo traz alternativa na complementação de renda aos produtores e produtoras, que, em 2020, exportaram 300 toneladas da castanha para uma empresa norte-americana, por meio da Cooperativa Central da Agricultura Familiar da Baixada Cuiabana (Coopecentral), que envolve mais de mil famílias no extrativismo do cumbaru.

Em Mato Grosso, o REM MT busca estruturar essa cadeia de valor através da ampliação da capacidade e a qualidade do armazenamento do produto, com objetivo de ganhar vantagem financeira na comercialização e ter capacidade de escoamento da produção, sem a dependência de terceiros. Dessa forma, os investimentos se concentram nos elos de insumos, produção, armazenamento e comércio.

Mel

Atualmente, Mato Grosso produz 466 toneladas de mel por ano, o que lhe rende a 14° lugar na produção nacional. De acordo com a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT), o estado aproveita apenas 0,3% do potencial que possui nesse setor, mesmo contando com três biomas (Cerrado, Amazônia e Pantanal), onde há uma variedade de espécies de abelhas que contribuem de forma direta para a produção do mel.

Para estruturar essa cadeia de valor, o REM MT investe recursos para ampliação do meliponário da UFMT/Campus de Sinop; capacitação técnica de meliponicultores; contribuição para a implantação e expansão da meliponicultura regional; e capacitação técnica para as agroindústrias produtoras de mel, na região Norte do Estado.

Cajá Nativo

A produção do Cajá Nativo está no contexto do setor frutífero, em que 80% das frutas consumidas em Mato Grosso são importadas de outros estados, de acordo com a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT).

Diante desse cenário, o REM MT busca fortalecer essa cadeia de valor, financiando projeto de produção de polpas de frutas (onde inclui-se o cajá nativo), que prevê a geração de renda, bem como o desenvolvimento sustentável, a mais de 100 famílias moradoras em assentamentos da região Norte do Estado. Entre os objetivos, destaca-se a construção de uma agroindústria com maior capacidade de recebimento, extração, envase e o armazenamento da polpa e suco do cajá nativo, além de outras frutas da região amazônica de Mato Grosso.

Cacau

Mato Grosso produz, anualmente, 615 toneladas de cacau, de acordo com o IBGE. Essa produção está concentrada em 12 municípios, tendo como destaque as cidades de Colniza, Alta Floresta e Cotriguaçu.

O REM MT busca estruturar essa cadeia de valor investindo em assistência técnica e extensão rural nas propriedades assistidas. Isso se dá através da aquisição de insumos, implantação de Unidades de Referência Técnica (URTs), bem como a capacitação de técnicos em produção sustentável, e dos(as) agricultores familiares em tecnologias para fortalecer suas atividades, buscando melhorar a renda e a qualidade de vida dos mesmos. Esse trabalho é desenvolvido em parceria com a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer-MT).

Limão

No Estado, a produção do limão tahiti ganha destaque na geração de renda às famílias produtoras em cidades como: Matupá, Peixoto de Azevedo, Cuiabá, Rosário Oeste e Querência. Com 1 hectares de pomar de limão (cerca de 550 pés), pode-se chegar a uma produção de 11 toneladas da fruta. No entanto, apesar de todo potencial, a plantação de frutas cítricas como o limão, laraja, lima, tangerina e cidra, ainda é uma atividade pouco explorada em Mato Grosso.

Assim, para fortalecer a cadeia de valor do limão, o REM MT investiu na implantação de uma Unidade de Referência Técnica (URT), que serve como exemplo de produção sustentável e geração de renda para produtores e produtoras dos 14 municípios que compõem a baixada cuiabana. O projeto também contempla aquisição de mudas, adubos, calcário, sistema de irrigação e outros insumos. Esse trabalho é desenvolvido em parceria com a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer-MT)

Projetos
no Subprograma

Pantanal

Municípios de Mirassol do Oeste, Curvelândia, São José dos Quatro Marcos, Araputanga, Salto do Céu, Rio Branco, Lambari D´Oeste, Cáceres, Várzea Grande e Cuiabá

Agricultores Familiares

ARPA - Associação Regional de Produtores/as Agroecológicos/as

Amazônia

Municípios de Juruena e Rondolândia

Produtores Rurais, Indígenas

ADERJUR – Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena

Cerrado e Amazônia

Municípios de Cocalinho, Alto Boa Vista, Serra Nova Dourada, São Félix do Araguaia e Luciara

Agricultores Familiares

CEDAC - Centro de Desenvolvimento Agroecológico do Cerrado

Outras Ações
Eventos, Fortalecimento e Outras Ações
Conheça mais detalhes sobre os indicadores através da Matriz Lógica do Subprograma